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É preguiça mesmo.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
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Tiago Suavenave
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São Bernardo do Campo, numa preguiçosa tarde de dezembro.
Querido e amado blog:
Se a preguiça deixasse, eu atualizaria você.
Sem mais,
Tiago Suavenave
Transmita essa ideia
sábado, 5 de novembro de 2011
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Tiago Suavenave
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O violão no canto da sala
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
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No canto da sala
o violão espera...
espera sentado.
Impacientemente imóvel
ele espera por dedos que o toquem...
dedos que o faça cantar.
Tiago Suavenave
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Devaneios entre linhas
Fernando Pessoa - Poema em Linha Reta
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
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- POEMA EM LINHA RETA
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
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Poética I - Vinicius de Moraes
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
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Tiago Suavenave
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Poética I
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
- Meu tempo é quando.
Ando onde há espaço:
- Meu tempo é quando.
"Vinicius de Moraes"
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Travessia
quinta-feira, 14 de julho de 2011
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Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa
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O Barco
terça-feira, 31 de maio de 2011
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O Barco
por Tiago Suavenave
Sou um barco boiando no meio do lago,
vou onde o vento me levar.
O que será de mim nos dias de primavera?
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A verdade
segunda-feira, 30 de maio de 2011
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A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os dois meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram a um lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em duas metades,
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
As duas eram totalmente belas.
Mas carecia optar.
E os dois meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram a um lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em duas metades,
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
As duas eram totalmente belas.
Mas carecia optar.
Cada um optou conforme
seu capricho,
seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.
Carlos Drumond de Andrade
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Memória fraca?
terça-feira, 10 de maio de 2011
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Tiago Suavenave
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Escolha - Lya Luft
domingo, 25 de julho de 2010
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Escolha
Apesar do medo
escolho a ousadia.
Ao conforto das algemas, prefiro
a dura liberdade.
Vôo com meu par de asas tortas,
sem o tédio da comprovação.
a dura liberdade.
Vôo com meu par de asas tortas,
sem o tédio da comprovação.
Opto pela loucura, com um grão
de realidade:
meu ímpeto explode o ponto,
arqueia a linha, traça contornos
para os romper.
de realidade:
meu ímpeto explode o ponto,
arqueia a linha, traça contornos
para os romper.
Desculpem, mas devo dizer:
eu quero o delírio.
eu quero o delírio.
Lya Luft
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DEVANEIO
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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Quando ela fala - Machado de Assis
segunda-feira, 21 de junho de 2010
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Quando ela fala, parece
Que a voz da brisa se cala;
Talvez um anjo emudece
Quando ela fala.
Meu coração dolorido
As suas mágoas exala,
E volta ao gozo perdido
Quando ela fala.
Pudesse eu eternamente,
Ao lado dela, escutá-la,
Ouvir sua alma inocente
Quando ela fala.
Minha alma, já semimorta,
Conseguira ao céu alçá-la
Porque o céu abre uma porta
Quando ela fala.
Poema de Machado de Assis
Que a voz da brisa se cala;
Talvez um anjo emudece
Quando ela fala.
Meu coração dolorido
As suas mágoas exala,
E volta ao gozo perdido
Quando ela fala.
Pudesse eu eternamente,
Ao lado dela, escutá-la,
Ouvir sua alma inocente
Quando ela fala.
Minha alma, já semimorta,
Conseguira ao céu alçá-la
Porque o céu abre uma porta
Quando ela fala.
Poema de Machado de Assis
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A culpa é de quem?
quinta-feira, 17 de junho de 2010
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Porque eu canto? Porque...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
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Quem canta
espanta os males,
encanta os ares,
trás alegria.
Quem canta
faz do choro, riso
e faz da noite,
dia.
Quem canta floresce,
pois quem canta, dança.
E quem dança
não envelhece.
Quem canta vive
ao invés de sobreviver.
Quem canta é criança,
e criança pra sempre vai ser.
Tiago Mends
espanta os males,
encanta os ares,
trás alegria.
Quem canta
faz do choro, riso
e faz da noite,
dia.
Quem canta floresce,
pois quem canta, dança.
E quem dança
não envelhece.
Quem canta vive
ao invés de sobreviver.
Quem canta é criança,
e criança pra sempre vai ser.
Tiago Mends
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